A Prefeitura de Campinas está colaborando com a investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais de Campinas
O caso teve início após uma denúncia envolvendo profissionais de saúde que não fazem parte da rede municipal e que estariam ligados à suposta venda de documentos.
Levantamento realizado pelas secretarias de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e de Saúde identificou que oito servidores municipais apresentaram atestados emitidos por esses médicos. As informações já foram encaminhadas à Polícia Civil do Estado de São Paulo e agora integram o inquérito.
Se as irregularidades forem confirmadas, os servidores poderão responder por falsidade documental ou ideológica, crimes com pena prevista de 1 a 6 anos de reclusão, além de multa. No âmbito administrativo, também podem ser enquadrados por infrações previstas no Estatuto do Servidor, como uso indevido do cargo, falta de lealdade à administração pública e descumprimento de normas.
Os dados foram reunidos pelo Departamento de Promoção à Saúde do Servidor, com apoio de consultas a bases nacionais de registro de profissionais da área médica, com o objetivo de reforçar as investigações.
Outro ponto apurado pela polícia é a possibilidade de que os próprios médicos tenham sido vítimas de um esquema criminoso, com uso indevido de seus nomes para a emissão dos atestados.
A Prefeitura destacou que segue à disposição das autoridades e deve fornecer novas informações conforme o avanço das apurações.
Ao vivo Conecta FM